Tratamento de Varizes Masculinas

O novembro azul nos faz refletir sobre algumas doenças silenciosas que só são notadas quando os sintomas já se agravaram bastante levando a complicações mais graves. As varizes são uma delas!

Afinal, homens também têm varizes! Apesar de a doença ser mais comum entre as mulheres, segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, 30% dos homens sofrem com as varizes. Mesmo esse percentual sendo menor, os homens não devem descuidar pois as varizes masculinas são mais difíceis de serem identificadas devido aos pelos das pernas e costumam ser mais grossas.

Além disso, um diagnóstico tardio na maioria das vezes leva a complicações mais graves, como úlcera e trombose. Tratamentos menos invasivos também acabam não sendo possíveis em função da maioria das varizes masculinas exigirem tratamento cirúrgico.

Em função disso, preparamos um artigo bem especial sobre esse problema que assim como o câncer de próstata e o câncer de pele, muitas vezes acaba sendo negligenciado pelo sexo masculino, trazendo sérias complicações para a saúde.

Principais sintomas e causas das varizes masculinas

Entre os principais sintomas das varizes masculinas estão dores, sensação de peso, coceira, sensibilidade ou cansaço nas pernas, que podem ou não ser acompanhados de inchaço. A principal causa para o seu aparecimento são os fatores hereditários. 

Se familiares próximos apresentaram varizes durante a vida adulta, é preciso ficar de olho nos principais sintomas pois a chance de desenvolver o problema é alta. A profissão também é outro fator agravante para as varizes masculinas. 

Atividades que exigem que o homem permaneça de pé por longas horas (dentistas, médicos, cabeleireiros, etc) acabam dilatando as veias e fazendo com que os primeiros sintomas apareçam ou piorem. 

É muito comum que os homens só percebam as varizes com o avanço da idade, pois os tecidos afrouxam e as varizes se tornam mais visíveis. 

Fatores relacionados a hábitos de vida prejudiciais também contribuem para o desenvolvimento das varizes. Os principais são:

  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • tabagismo.

Como é feito o diagnóstico das varizes masculinas?

Entre as mulheres é mais fácil identificar as varizes pois mesmo nos estágios iniciais elas já são visíveis nos membros inferiores. No sexo masculino a identificação tende a ser um pouco mais complicada em função dos pelos das pernas que mascaram o problema por muito tempo.

Além disso, a maioria dos pacientes só recorre à ajuda especializada quando os sintomas se agravaram muito e a dor se torna insuportável. O diagnóstico é realizado por um especialista – o angiologista e o cirurgião vascular – através de um exame físico.

Caso o médico ache necessário, pode ser realizado um ultrassom doppler dos membros inferiores. Esse método permite avaliar melhor a situação e até mesmo um planejamento cirúrgico. 

Existe diferença entre as varizes masculinas e as varizes femininas?

Sim! As mulheres costumam ser mais propensas ao desenvolvimento de vasinhos e varizes em função da gravidez, ação dos hormônios e das pílulas anticoncepcionais. Além disso, sua musculatura da panturrilha é menos desenvolvida, dificultando a circulação sanguínea.

No entanto, em homens as veias costumam ser mais calibrosas e as varizes mais grossas, sendo mais graves do que as que aparecem nas mulheres. Também é muito comum que se tenha que recorrer à cirurgia em caso de varizes masculinas. 

Qual o melhor tratamento para varizes masculinas?

Em função da maioria dos diagnósticos de varizes masculinas serem realizados tardiamente, as opções de tratamento se restringem, basicamente, a procedimentos cirúrgicos. Isso também acontece porque as varizes masculinas são de grosso calibre. 

A seguir, apresentamos as cirurgias mais indicadas em caso de varizes masculinas: 

  • cirurgia tradicional: neste procedimento, as veias doentes são removidas por meio de micro incisões na pele. Para removê-las, é necessário utilizar um dispositivo como uma agulha de crochê que extrai as veias doentes com eficácia. Se a veia de safena estiver comprometida, é necessário retirá-la fazendo uma incisão na pele na região da virilha, e outro corte que pode ser realizado na parte interna do joelho ou na parte interna anterior do tornozelo.
  • cirurgia por endolaser: este procedimento é realizado por laser endovenoso, onde não há necessidade de extrair a veia, mas o vaso é igualmente eliminado. Com uma pequena incisão na pele, o médico introduz uma fibra óptica diretamente na veia, promovendo o seu fechamento total.

Em pacientes que apresentam alguma contraindicação à cirurgia ou que possuem feridas e pigmentações, o cirurgião vascular pode recorrer ao tratamento com espuma densa, feito no consultório e que não exige anestesia e internação. 

Prevenção e check-ups regulares são sempre a melhor solução!

Como você deve ter percebido, tratar as varizes masculinas é bem mais complicado do que tratar as femininas, por isso, o melhor é sempre adotar medidas que previnem o problema. Se o paciente já possui histórico familiar, deve retardar o aparecimento adotando hábitos de vida saudáveis. 

Evitar o sobrepeso, não fumar, não ficar em pé ou sentado em uma mesma posição por longos períodos e movimentar as pernas com frequência ajudam a estimular a circulação, diminuindo o risco da doença e seus incômodos. 

Pacientes que não possuem histórico familiar também devem adotar hábitos saudáveis como alimentação balanceada e exercícios físicos regulares, já que manter o peso é muito importante para evitar o aparecimento ou o agravamento das varizes. Assim podem evitar as varizes por toda a vida.

O mais importante é ficar atento aos sintomas e mesmo na ausência deles realizar check-ups vasculares regulares para ter certeza que está tudo certo. Afinal, quanto antes for diagnosticado e tratado o problemas, maiores chances de sucesso do tratamento. 

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Escrito por Dr. Bruno Ribas

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná, é especialista em cirurgia geral, cirurgia vascular, cirurgia endovascular e angiorradiologia e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.